A terapia com ventosa é muito antiga. Ela frequentemente é utilizada na Medicina Tradicional Chinesa e na medicina ocidental. O Papiro de Ebers, em 1550 a.C. já mencionava a ventosaterapia. Esse procedimento também era citado por Hipócrates (c.460-370 a.C) com a finalidade de extrair excessos de líquidos no corpo para se manter em equilíbrio. As ventosas foram também utilizadas pelos índios norte – americanos e na medicina islâmica que acabavam por ser realizadas com chifres, vidro ou metal, sendo aplicadas para tratamentos de diversas doenças, desde indigestão, até problemas musculares e ósseos, resfriados e afins. Na China, o primeiro registro do uso da ventosa foi pelo médico e alquimista taoista Ge Hong (281-341), com a indicação terapêutica de drenar lesões purulentas. O nome chinês jiaofa significa “técnica do chifre”, porque a técnica era feita de chifres de animais. Com o passar dos anos, as ventosas foram criadas de bambu, cerâmica, ferro e latão, aumentando suas indicações terapêuticas. Galeno (c.129-210), que era médico do imperador de Roma e dos plebeus, cujo, os ensinamentos foram aceitos como dogma por 1500 anos, defendia o uso das ventosas. As ventosas são cúpulas das quais se retira o ar, gerando vácuo, com o objetivo de aumentar a circulação em uma área específica.

A vacuoterapia foi criada em meados dos anos 70 na França com a intenção de tratar cicatrizes de queimaduras e acidentes, em forma de equipamento com motor que gera a pressão negativa e podia ser alterado essa pressão conforme o objetivo e sensibilidade do paciente, ou seja, a pressão que existia nas ventosas se tornou mais precisa, onde antigamente não se conseguia mensurar a quantidade de pressão existente dentro das ventosas, com o equipamento, já pode ser visto isso.

A vacuoterapia é uma técnica de massagem mecânica não-invasiva, realizada com um dispositivo mecânico, que levanta a pele por meio de sucção. Esta técnica leva a uma aspiração local na pele que usa forças térmicas ou mecânicas (Adcock et al., 1998; Worret et al.,2004), criando um vácuo dentro de um copo posicionado sobre a superfície da pele, usando a pressão negativa para promover o sangue. (Tham et al., 2006; Yoo et Tausk, 2004)

Vários foram os estudos em cima dessa nova tecnologia, mostrando os benefícios, principalmente, com relação a tratamentos estéticos.

A vacuoterapia, segundo Leduc (2000), massageia o corpo, promovendo a drenagem linfática, onde há auxílio no retorno venoso, eliminação de toxinas e combate da celulite e lipodistrofia localizada.

Utiliza-se o vácuo na pele, melhorando não só a mobilização do tecido, como a musculatura, promovendo melhora circulatória e drenagem linfática (ANDRADE, 2005).

E por fim surge a dúvida… Como utilizar a vacuoterapia para a drenagem linfática?

As atuais ventosas juntamente com o equipamento de vácuo, contém um furo nelas, de forma que conseguimos controlar o tempo de sucção dentro da ventosa em contato com a pele.

A ventosa que normalmente é recomendada para a realização da técnica é a VENTOSA BICO DE PATO corporal (maior) ou facial (menor) com pressão baixa no equipamento, cerca de 40mmHg, já que o sistema linfático está localizado bem superficialmente a pele, de forma, que precisamos assim, como quando realizado de forma manual, o manobra de deslizamentos e bombeamentos com pressão das mãos levemente, para alcançar o objetivo. Aqui na vacuoterapia com a ventosa a intenção e aplicação será da mesma forma, porém, ao invés de ser manualmente será realizada por meio da ventosa.

Ventosa Bico de Pato – corporal
Ventosa Bico de Pato – facial

O profissional então, parametriza a pressão no equipamento para 40mmHg, e com a ajuda de óleo de massagem para o deslizamento da ventosa na pele do paciente, realiza deslizamento e bombeamentos no sentido dos principais linfonodos, assim como fazemos manualmente, ou seja, ao mesmo tempo que se é deslizado a ventosa na pele do paciente, o profissional deve fazer também os bombeamentos, e como é feito isso¿ Será realizado pelo furo da ventosa, de forma que o profissional fará o movimento de “tira e põe” um dos dedos da mão tampando e destampando o furo. Com isso, realizará a forma de pulsação na pele do cliente com o aspecto de bombeamento local. Se o profissional quiser também, ele pode tampar este furo com uma fita crepe (as ventosas do mercado são padrões, elas possuem normalmente esse furo) e deixa o equipamento em modo pulsado de pressão, que dessa forma, o equipamento fará a pulsação na pele automaticamente, enquanto o profissional apenas deslizará a ventosa sobre a pele do cliente. A terapia se torna agradável tanto para o profissional como para o cliente. Além do que, a todo momento da terapia a pressão sempre se manterá a mesma para não correr riscos de intercorrências (hematomas e afins).

Além disso, a técnica se torna um grande diferencial para os profissionais levarem para  seus clientes!

O que destaca um bom profissional é o conhecimento que é construído através de treinamentos, workshops, vídeo aulas, especializações, prática clínica e, também, através de textos como esse. A Fismatek está com você nessa jornada para te ajudar a se tornar uma/um profissional ESTRELA.


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escrito por Évelin Ribeiro
• Esteticista e Fisioterapeuta Responsável Técnica da Fismatek
• Especialista em Eletroterapia e Terapia Intensiva
• Mestre em Terapia Intensiva

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