Fisioterapia: sua história

Fisioterapia: sua história

A Fisioterapia no Brasil começou a se destacar com a história da poliomielite e com o surgimento de recursos para tratar as sequelas dessa doença. A Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro foi desenvolvida pela Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), em 1956 e foi a primeira instituição no País a oferecer em caráter regular um curso de graduação de área.

Um grupo de profissionais na luta pelo reconhecimento, fez crescer a profissão no aspecto legal. Sobretudo, com o nascimento do Parecer 388/63, elaborado por uma comissão de peritos, no Conselho Federal de Educação e aprovado em 10 de dezembro de 1963 pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC), foram reconhecidos os cursos de Fisioterapia. Desse modo, tal parecer definia que esses cursos deveriam ter a duração de três anos e estabelecia um currículo mínimo caracterizando pela primeira vez os profissionais aqui chamados de Técnicos em Fisioterapia, cujas funções também foram definidas.

Todavia, somente em 13 de Outubro de 1969, com o Decreto-Lei 938, a fisioterapia se legitimou como profissão. O art. 2º definiu que os fisioterapeutas diplomados por escolas e cursos reconhecidos são profissionais de nível superior. Assim como, o art. 3º definiu como sendo atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterapêuticas com a finalidade de restaurar; desenvolver e conservar a capacidade física do paciente. 

Curso de Fisioterapia:

A necessidade da criação do curso deu-se ao fato de que nesse período era fundamental a presença de profissionais da área. Pois, o quadro epidemiológico brasileiro agravou-se com o aparecimento de epidemias como varíola; febre amarela; malária; poliomielite; tuberculose e sífilis; bem como, o aumento das doenças parasitárias e infecciosas. Além disso, também houve com o aparecimento das indústrias, trabalhadores acidentados e lesionados, a necessidade de serem reabilitados para voltarem ao mercado de trabalho.

A princípio, neste cenário, é possível contextualizar uma aproximação com os escritos de Freidson, quando afirma que a formação profissional desenvolve-se por meio de regras e regulamentos formais pactuados sob a forma de leis e resoluções vinculadas a instituições políticas, associações profissionais e organizações educacionais. Além disso, dentre os fatores relevantes que enaltecem a credibilidade da formação profissional, estão a legitimação das instituições educacionais, a duração do curso, as exigências pedagógicas para a aquisição do diploma e as características dos exames para obtenção do credenciamento profissional. 

No Brasil, na década de 1970, quando a fisioterapia estava em processo de construção de sua identidade profissional, não havia especializações nas diferentes áreas de atuação do fisioterapeuta como existe atualmente, por exemplo: Traumato-Ortopédico, Neurofuncional, Cardiovascular, Respiratório, Terapia Intensiva, Dermato Funcional, Saúde da Mulher, Oncologia, Acupuntura, Hidroterapia, Esportiva, Gerontologia, Fisioterapia do Trabalho, Osteopatia e Quiropraxia. 

Eu como Fisioterapeuta que sou, tenho orgulho da evolução da minha profissão e fico feliz em agregar com o crescimento da mesma. 

Parabenizo em nome da Fismatek, a todos os Fisioterapeutas pelo desempenho crescente, produtivo, agregador para com a sociedade em diversas áreas brilhantes da Fisioterapia, cada um com seus diferenciais buscando saúde física, estética, cardiorrespiratória, neurológica, oncológica e afins.

Referências
  • Barros FBM. Poliomielite, filantropia e Fisioterapia: o nascimento da profissão de fisioterapeuta no Rio de Janeiro dos anos 1950. Ciência E Saúde. 2008; 13(3):941-5.
  • Marques AP, Sanches ES. Origem e evolução da Fisioterapia: aspectos históricos e legais. Rev. Fisioter Univ São Paulo. 1994; 1 (1):5-10. 
  • Bispo JJP. [Physical therapy education in Brazil: reflections on the expansion of teaching and training models]. Hist Ciênc Saúde-Manguinhos [Internet]. 2009 Sep [cited 2014 July 01];16(3):655-68. Available from: http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v16n3/05.pdf Portuguese. 
  • Freidson E. Profissão Médica: um estudo de sociologia do conhecimento aplicado. São Paulo: UNESP; 2009.

Évelin Ribeiro

Évelin Ribeiro

• Esteticista e Fisioterapeuta Responsável Técnica da Fismatek • Especialista em Eletroterapia e Terapia Intensiva • Mestre em Terapia Intensiva

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