Desde a antiguidade, já se fala sobre retirada de pelos pelas mulheres, existem relatos que no Egito antigo as mulheres usavam argilas, sândalo e mel, para retirar os pelos das axilas, dando origem a técnica que conhecemos hoje de depilação com cera egípcia.

Depois do século XX, o habito de remover os pelos passou a ser conceito de higiene pessoal e com isso novas técnicas e tecnologias foram surgindo.

Além do termo depilação, passamos a ouvir também epilação.

E qual a diferença entre eles?

Na depilação, a remoção do pelo é feita rente à superfície da pele, enquanto na epilação temos a remoção completa do pelo desde o bulbo piloso.

Dentre as técnicas mais modernas de epilação temos o uso da Luz Intensa Pulsada (LIP), chamada de epilação.

Na luz intensa pulsada, a energia emitida pela luz é transformada em calor, e através do mecanismo chamado fototermólise seletiva temos a interação do comprimento de ondas com o cromóforo alvo melanina.

A dose de energia será determinada pela fluência (representada em Joules) e selecionada e acordo com o fototipo do paciente.

O crescimento do pelo possui 3 fases:

FASE ANÁGENA: Fase inicial de formação e crescimento do pelo pelas células germinativas, com intensa atividade celular, nessa fase o pelo encontra se preso no folículo piloso.

Haverá grande concentração de melanina, importante para a absorção de energia na luz intensa pulsada.

FASE CATAGENA: Fase de transição, onde após o tempo máximo de crescimento, o pelo se desprende da papila dérmica e começa a se deslocar no sentido da superfície da pele.

FASE TELÓGENA: Fase de repouso, nesse período os pelos caem e serão substituídos por novos na fase anágena.

A ação principal da luz intensa pulsada, acontece na fase inicial de crescimento do pelo que é a fase anágena, onde teremos a destruição das células germinativas causadas pela lesão térmica.

Antes de realizarmos a aplicação, é preciso uma avaliação minuciosa da pele, afim de levantarmos algumas informações necessárias para garantir eficácia e segurança no tratamento.

Recomendamos:

  • Selecionar o fototipo do paciente de acordo com a classificação de Fitzpatrick, graduada de I a IV.
  • Avaliar se a pele está bronzeada.
  • Questionar a presença de alterações hormonais, pacientes com distúrbios hormonais como: ovário policístico, hiperplasia congênita adrenal, hirsutismo e hipertricose, apresentam excessivo crescimento de pelos de modo desordenado, afetando o resultado do tratamento.
  • Avaliar a área a ser aplicada quanto: cor, espessura da pele, sensibilidade e tipo de pelo.
  • Avaliar a disponibilidade do paciente em realizar continuamente as sessões para que não se tenha prejuízo nos resultados.
  • Verificar o uso de possíveis medicamentos fotossensíveis.

É importante orientar o paciente quanto ao preparo da pele para realizar a sessão:

  • Não se expor ao sol os 15 dias que antecedem a sessão;
  • Não estar fazendo uso de medicamentos fotossensíveis;
  • Os pelos devem ser removidos 1 dia antes da sessão apenas com lâmina de barbear, de modo que possamos sentir apenas a aspereza do pelo ao passarmos a mão na pele;

Aplicação:

  1. Higienização do local da aplicação para que seja removido o excesso de resíduos na pele;
  2. Demarcação da região a ser tratada (nos casos de áreas grandes como; braços, pernas, costas e abdome);
  3. Programação dos parâmetros no equipamento após devida avaliação do fototipo;
  4. Proteção terapeuta/paciente com devidos EPI’s (óculos de proteção);
  5. Aplicação de gel de contato na área ser tratada.

Com a plataforma Evoc E light, temos o sistema Hand Piece, onde o spot de safira refrigera a água podendo existir contato direto na pele do paciente, retirando assim o excesso de calor antes do disparo da luz promovendo analgesia.

Porém em casos de paciente mais sensíveis podemos refrigerar a pele também com rolos para resfriamento.

Utilizaremos o manipulo SHR – Super Hair Removal – 690nm, onde realizaremos disparos sequenciais, com o manipulo em movimento.

Esse sistema nos permite maior quantidade de pulsos em menor intervalo de tempo, otimizando o tempo de sessão.

  • Retirar o excesso do gel na pele;

É importante entregar ao paciente um termo de orientações pós sessão, para que ele possa estar ciente dos cuidados que deverá ter, bem como possíveis reações da pele.

Orientamos que a próxima sessão seja agendada com intervalo de 30 dias.

A quantidade de sessões pode variar de pessoa para pessoa, tendo uma média entre 8 a 10 sessões.

O que destaca um bom profissional é o conhecimento que é construído através de treinamentos, workshops, vídeo aulas, especializações, prática clínica e, também, através de textos como esse. A Fismatek está com você nessa jornada para te ajudar a se tornar uma/um profissional ESTRELA.


Quer saber mais? Fale com um de nossos consultores Fismatek clicando aqui.


escrito por Priscila Nobre
• Fisioterapeuta Dermatofuncional

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>